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Doenças respiratórias e avião: essa combinação pode dar certo?

Uma dúvida que muitas pessoas que sofrem com doenças respiratórias crônicas têm é se é possível viajar de avião sem problemas, ou se há alguma restrição. A verdade é que, em alguns casos, doenças respiratórias e avião pode ser, sim, uma combinação de risco1. Por isso, antes de marcar uma viagem aérea, é preciso passar por uma avaliação para garantir uma viagem sem transtornos.

Entenda melhor sobre o assunto e saiba em que situações doenças respiratórias e avião podem representar um risco para a sua saúde!

Quem tem doenças respiratórias pode viajar de avião?

Como explicamos acima, depende do caso. O que acontece é que, durante uma viagem aérea, os passageiros são expostos a altitudes de mais de 8.000 pés. Isso acaba aumentando a saturação do oxigênio dentro da cabine, ou seja, fica mais difícil de respirar. Nessas condições, e principalmente em vôos mais longos, isso acaba representando um risco sério de complicações para passageiros com doenças respiratórias1.

Mas, é claro, isso vai depender da gravidade da doença e como a pessoa responde a um ambiente com menos oxigênio. Em alguns casos, após liberação médica, o especialista pode recomendar ainda o uso de oxigênio complementar1.

Para que você entenda melhor, veja alguns exemplos e recomendações:

  • Pessoas que possuem asma geralmente não encontram grandes riscos em vôos comerciais. Isso, claro, desde que estejam com o tratamento em dia e levando consigo a medicação inalatória prescrevida pelo médico1.

  • Para pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) há um risco maior de hipoxemia, ou seja, diminuição do oxigênio no sangue ocasionada pela altitude. Portanto, é necessária liberação médica e um cuidado muito especial durante o vôo1.

  • Já para portadores de tuberculose infecciosa ou com presença de pneumotórax (acúmulo de ar na membrana do pulmão), entre outras doenças mais graves, viagens de avião são geralmente contraindicadas1.

Cuidados para pessoas com doenças respiratórias durante o vôo

Além dos exemplos acima, é importante lembrar que qualquer tipo de problema respiratório pode representar riscos durante um vôo, em maior ou menor grau, dependendo da gravidade da doença. Abaixo, listamos algumas recomendações que valem para todos e que podem servir como guia antes de marcar uma viagem aérea1:

  • Antes de viajar, procure sempre um especialista para verificar a possibilidade e as complicações que você pode enfrentar durante o vôo.

  • Se for necessário uso de cilindros de oxigênio complementar, certifique-se se a empresa aérea disponibiliza esse tipo de auxílio ou se você precisará levar seu próprio suprimento.

  • Leve sempre consigo a medicação necessária em número suficiente para os dias da viagem, lembrando de levar reservas para imprevistos.

  • Além disso, evite bebidas alcóolicas durante o vôo e mantenha a hidratação em dia.

Com a devida liberação médica e seguindo as recomendações do seu especialista e as dicas acima, até mesmo portadores de doenças respiratórias conseguem realizar viagens aéreas. Portanto, lembre-se: somente responsabilidade e um bom acompanhamento podem fazer a equação doenças respiratórias e avião dar certo!

Referências:
1 - Josephs, LK. Manejo de pacientes com doença respiratória estável que planejam viagem aérea: sumário das recomendações da Sociedade Torácica Britânica para os serviços primários de saúde. Prim Care Respir J. 2013. [Disponível em: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.661.2170&rep=rep1&type=pdf]

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